RESENHA: NEVER SKY - SOB O CÉU DO NUNCA.




Autor: Veronica Rossi
Ano: 2013
Páginas: 336
Editora: Prumo

A primeira coisa que eu pensei quando me deparei com Never Sky foi que era mais um universo de ficção novo que eu conheceria e esperava amar, assim como os novos personagens. E foi exatamente assim. Não é de se negar que distopia sempre é difícil de escrever, mas Veronica Rossi conseguiu superar minhas expectativas. Principalmente ao apresentar não apenas a única e exclusiva visão de um personagem principal, que geralmente é a garota do romance, mas sim dos dois e como eles se encontram e se apaixonam um pelo outro dando diferentes visões de cada lado da história.
O primeiro volume da série conta a história de um mundo pós-apocalíptico, onde uma parte da sociedade atual sobrevive nos chamados núcleos, cheios de tecnologia. E a outra parte no mundo primitivo do lado de fora. Nos núcleos as pessoas podem ser como quiserem, não existe dor e nem medo. É em meio a essa vida “perfeita” dentro dos núcleos que tudo mudou para Ária.
As tempestades de Éter causam destruição nos Núcleos, mas o núcleo Quimera não sofreu tanto quanto Nirvana, onde a mãe de Ária está, fazendo com que elas percam a conexão uma com a outra. Em busca de informações sobre sua mãe, Ária se vê em uma grande encrenca perdendo tudo e sendo expulsa de Quimera injustamente. A única prova de sua inocência, seu olho mágico que gravara tudo, desaparecida. O Selvagem forasteiro Peregrine não sabia estar com aquilo que Ária precisava. Ele só sabia que tinha ajudado a Ocupante a não morrer e ficando sem querer com a película mágica que cobria o olho da garota. Ele nem mesmo deveria ter estado dentro do núcleo sendo que não fazia parte dali.
Ária então é deixada para morrer fora dos núcleos. Sofrendo como nunca imaginou ser possível, até encontrar com o selvagem que salvara sua vida e que fora responsável por seu exílio. Ária quer voltar para os núcleos e encontrar sua mãe e Peregrine quer seu sobrinho que fora levado pelos Ocupantes de volta. Opostos em quase tudo, os dois se veem precisando um do outro e tendo que deixar de lado as diferenças para um propósito comum, se ajudarem.
Never Sky me atingiu como um meteoro e cativou com a escrita limpa e universo maravilhosamente bem imaginado me dando até mesmo inveja por não ter uma imaginação igual a da autora. Veronica não tem pressa alguma para apresentar os fatos, sabe coloca-los no momento exato para aguçar a imaginação dos leitores e se você é apaixonado por livros como Divergente e Jogos Vorazes, muito provavelmente você irá se deleitar nas páginas de Never Sky. Porém você irá adorar perceber que não precisará entrar no livro para dar um “chacoalhão” na personagem principal, porque Ária é a protagonista que todo leitor quer - pelo menos que eu quero. Ela não tem nada de especial, não tem aquela regra que toda personagem principal deve ser bonita, corajosa e mais outras habilidades, Ária não. Seu único dom aparece pelas paginas finais do livro e não é nada no fisíco, mas sim sua voz e ouvidos, quebrando os paradigmas. Peregine é quem tem tudo de especial; de diferente, sendo rustico e sem aquele ponto de o mocinho ser bonzinho, bonito, querer estar com a mocinha. Ele é o contrario, mas o contrário neste livro é extremamente bom.
Never Sky-sob o céu do nunca alcançou o máximo da escala de divindade e eu realmente recomendo para todos que procuram aventura por meio da imaginação. O segundo livro já foi lançado nos EUA com o titulo "Through the Ever Night", mas ainda não teve data para o lançamento no Brasil. Esperaremos ansiosos que a Editora Prumo resolva traze-lo para nós.

-Camila V.
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