RESENHA - WILL & WILL - Um nome, um destino.



Livro: Will & Will - Um Nome, Um Destino
Autor (a): David Levithan,John Green
Páginas: 352
Editora: Galera Record 



Olá viciados, hoje irei fazer a resenha de um dos meus livros favoritos, o livro ‘Will & Will’ parceria dos autores John Green e David Levithan, abordando a temática gay, o livro traz muito mais que apenas historias de adolescentes, como sempre John Green nos surpreende com lições de vida e o David com maravilhosas histórias de tirar o fôlego e aplaudir de pé. 

John Green e David Levithan conseguem unir em 352 páginas tudo o passamos na adolescência, todos os sentimentos de felicidade, confusão, aceitações, ódio e perdão misturados com uma porção de frases que te fazem refletir muito, e, além disso, quebram barreiras em relação ao preconceito homossexual. Abordando assuntos como o primeiro amor, a primeira decepção amorosa, a falta de companheirismo das famílias, a coragem para sair do armário, a amizade e acima de tudo, eliminando tabus em relação aos homossexuais.
Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome.
E, aparentemente, apenas isso os une. Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em uma aventura de épicas proporções.
O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio.
E assim começamos nossa historia,  cada personagem é narrado por um autor, o primeiro capitulo é narrado pelo Will Grayson do John Green, que irei chamar de Will (1), que é na dele, prefere se passar de invisível durante o Ensino Médio, seus pais são médicos, mora em Chicago e vive a sua vida sob duas regras muito simples:
1) não se importe muito com nada
2) cale a boca.
Ele é heterossexual e é o melhor amigo de Tiny Cooper, que por sua vez “não é a pessoa mais gay do mundo, tampouco é a maior pessoa do mundo”, porém talvez ele “possa ser a maior pessoa do mundo que é muito, muito gay...”, Will (1) defendeu o Tiny em uma ocasião na escola e acabou sendo taxado de gay por associação. Tiny está preparando um musical contando a história de sua gloriosa vida, e essa peça não seria completa sem Will (1), porém essa ideia de ser retratado em uma peça não agrada em nada Will (1).
O segundo Will Grayson é um garoto depressivo, que mora apenas com a mãe dele, na escola ele tem uma amiga que considera meio ‘obrigação’ ser amigo dela e ela ser amiga dele, como duas pessoas que vivem numa prisão e precisam passar o tempo juntas para esquecer onde estão, com um humor negro o Will (2) leva ao leitor bons momentos, o Will (2) tem seus poucos momentos de felicidade quando chega em casa e fala com a pessoa que ele mais ama nesse mundo, um menino chamado Isaac, que ele nunca viu, mas se comunica a um ano com mensagens online. Chega o momento que Will (2) marca de encontrar o Isaac, mas a trama começa a ficar interessante quando ao invés de encontrar Isaac, o Will (2) acaba encontrando o Will (1).
Todos os personagens secundários acabam tendo uma grande importância na vida dos dois Will – Willzes? Willes? KKKKK Will’s? Enfim ... – Não darei Spoilers sobre o livro porque acaba perdendo um pouco a graça. Mas deixarei alguns trechos que eu gosto muito.


‘’ Tenho a sensação de que minha vida está muito dispersa neste momento, como se fosse um monte de pedacinhos de papel e alguém ligasse o ventilador. Mas falar com você me faz sentir como se o ventilador tivesse sido desligado por um tempo. Como se as coisas pudessem de fato fazer algum sentido. Você junta todos os meus pedacinhos, e sou muito grato por isso. ‘’

‘’ Quando as coisas se quebram, não é o ato de quebrar em si que impede que elas se refaçam, é porque um pedacinho se perde - as duas bordas que restam não se encaixam, mesmo que queiram. A forma inteira mudou.” 

“Talvez esta noite vocês tenham medo de cair, e talvez haja alguém aqui ou em algum outro lugar em quem vocês estejam pensando, com quem estejam preocupados, se afligindo, tentando decidir se querer cair, ou como e quando vão alcançar o solo. E preciso dizer a vocês, amigos, que parem de pensar na aterrissagem, porque o importante é a queda. Talvez haja alguma coisa que vocês tenham medo de dizer, ou alguém que vocês temam amar, ou algum lugar aonde têm medo de ir. Vai doer. Vai doer porque é importante.” 



O bom desse livro é que ele é um livro que mesmo tratando de assuntos como depressão ele leva ao leitor uma alegria bastante incomum por entre suas páginas, Will & Will é um livro para ser lembrado. E não é a toa que é o primeiro livro com personagens gays a entrar na lista do New York Times.

Resenha: Alan Nascimento.

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