RESENHA - O REI MAGO

















Livro: O Rei Mago
Série: Os Magos
Autor (a): Lev Grossman
Páginas: 432
Editora: Amarilys
Sinopse: Passaram-se dois anos desde que Quentin Coldwater deixou o nosso mundo para, ao lado de Eliot, Janet e Julia, assumir um dos quatro tronos de Fillory, o reino mágico saído das páginas de uma adorada série de literatura fantástica que, assim como a magia, ele descobriu ser algo bem real.
Apesar de a incursão anterior ao território filloriano ter sido trágica, ele agora desfrutava de um reino em tempos de paz, cercado de todo o luxo que uma nobreza real poderia oferecer e adorado por seus agradecidos súditos pagadores de impostos. Como reclamar de um final feliz como esse? Quentin, no entanto, não se sentia um herói. E achava que a aventura ainda não tinha acabado.
Ele tinha razão.
Agora, exilado no mais tedioso e “não mágico” subúrbio do Brooklyn, Quentin finalmente tem a chance de se tornar o herói que sempre desejou ser. Mas logo fica claro que é da magia marginal de Julia, a amarga e reservada Julia - aprendida nas ruas, longe da proteção dos professores de Brakebills e sabe-se lá a que custo - que os dois dependem para voltar para casa e salvar algo muito maior do que a ameaça que os colocou nesse apuro.
Repleto de surpresas, humor negro e um amor genuíno pelo gênero fantástico, O Rei Mago dá continuidade à aventura iniciada em Os Magos - sucesso de público e de crítica, adaptado para uma série de TV. Os jovens magos de Lev Grossman, irônicos, maldosos e ambíguos, dão mais um passo rumo ao sombrio mundo adulto de escolhas e arrependimentos, mais perigoso que qualquer mundo de fantasia jamais criado. Um lugar em que jornadas não implicam achar, mas transformar-se em algo.

O que mais surpreende nesse livro são os capítulos narrados por Julia, sim, meu caros viciados, nesse livro não só temos a perspectiva do Quentin, mas também descobrimos como a Julia lidou com a rejeição a Brakebills, além de conhecermos outros personagens cativantes como a Asmo e a Poppy e encontrar antigos amigos como Josh, Eliot e Janet. O mais legal desse livro é que ele preenche todo o vazio que o primeiro possa ter deixado, o livro novamente é divido em quatro partes, porém com a narrativa intercalada de Quentin no presente e Julia no passado faz com que o leitor devore o livro, sempre querendo saber o que está por vir. Esse livro começa com uma caricia agradável no rosto e termina com um soco no estomago.
Além dos personagens da Terra, acabamos conhecendo outros personagens fillorianos, Benedict e Bingle são os destaques entre eles, além de momentos ‘’wtf’’ com alguns animais falantes. Dessa vez Lev foi muito além da Terra-Terra Nula-Fillory, ele conseguiu expandir não só seu mundo já criado, mas como o conhecimento gerado através da magia. A verdadeira fonte por trás de tudo que é mágico.
O desfecho é algo que te pega desprevenido, eu mesmo estava lendo e fui me dar conta que estava acabando, eu parei, respirei, absorvi as informações, mas mesmo assim nada conseguiu me preparar para aquele desfecho onde finalmente Quentin acha seu lugar no mundo, Julia foi a personagem de destaque desse livro, eu confesso que chorei com ela, o livro abre caminho para um final decisivo, mas uma reviravolta surge nos dando a esperança de um novo capitulo, mesmo com todas as tramas deste já tendo sido resolvidas. Posso afirmar então para vocês que esse foi um dos melhores livros de fantasia que eu já li, deixando alguns de Nárnia e Harry Potter para trás. Eu recomendo essa leitura e inclusive já estou ansioso para o lançamento do terceiro livro.

Resenha: Alan Nascimento.

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