Resenha: O Lado Bom Da Vida.

O mundo vai quebrar o seu coração de 10 formas diferentes até o Domingo. Isso é garantido. Não dá para explicar isso. Ou as loucuras dentro de mim e de todo mundo. Mas adivinhe? Domingo é o meu dia preferido de novo. Eu penso no que todos fizeram comigo, e eu me sinto um cara muito sortudo.



Autor: Matthew Quick Gênero: RomanceEditora: Intrinseca Páginas: 254Ano: 2013



UMA HISTÓRIA ENCANTADORA SOBRE AMOR, LOUCURA E KENNY G
Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um “tempo separados”.
Tentando recompor o quebra-cabeça de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com o pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida.
Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança.


O FILME INSPIRADO NO LIVRO TRAZ NO ELENCO BRADLEY COOPER, JENNIFER LAWRENCE E ROBERT DE NIRO.

Resenha inspirada em perguntas feitas pela editora: Os personagens em O lado bom da vida são bem desenvolvidos e cada um com a sua maneira diferente de lidar com os problemas da vida. Pat acha que sua vida é um filme produzido por Deus e destinado a ter um final feliz, pois é assim que acontece na maioria dos filmes românticos. Em contrapartida, ele descobre que grandes obras da literatura norte-americana quase sempre terminam com uma nota triste. A maioria dos romances terminam de forma triste para trazer ao leitor uma sensação de que nem tudo são flores, que também há espinhos na vida. Sem dúvida, Pat é diferente. Pat é apaixonado pelo Philadelphia Eagles. A relação de Pat com seu terapeuta, Cliff Patel reafirma sua visão da terapia. Quando Pat ensinava e treinava em tempo integral, ele não era um bom marido. Morar com os pais deu a Pat a chance de trabalhar seu caráter e lhe possibilitou tratar Tiffany muito melhor do que ele tratou Nikki. O que levanta o questionamento de que se Pat continuaria a ser um homem melhor se ele conquistasse um emprego em tempo integral? A felicidade pessoal é sempre diametralmente oposta à carreira de alguém ou há exceções?



Em sua jornada rumo à recuperação, Pat aprende a dançar. A arte em si e o contato com alguém ajuda bastante em seu processo de recuperação, ainda mais quando esse alguém é o grande amor de sua vida. Pat pratica ser gentil em vez de ter razão. Fica evidente que um não coincide com o outro na vida do protagonista, é como quantidade versus qualidade. Tanto Tiffany quanto a mãe de Pat tentam fazê-lo encarar seus problemas, mas cada uma usa táticas diferentes. Uma com um amor excessivo de mãe e a outra com arrogância, com pulso firme. Esses dois tipos de personalidade acabam moldando nosso querido protagonista. 
 Exercícios desempenham um papel importante na vida de Pat e Tiffany. A preocupação deles com exercícios é saudável, pois há uma conexão entre saúde mental e saúde física. Se o corpo estiver bem, a mente será propicia a estar bem e vice-versa. Esse livro é uma montanha-russa de emoções, faz com que o leitor ria em bons momentos, mas em sua grande parte traz uma reflexão que faz o receptor da mensagem chorar. O livro que mostra o lado bom da vida. E que deveria ser lido por todos aqueles que pensam em desistir, nunca é tarde demais para alcançar seus objetivos, nunca é tarde demais para se recuperar, nunca é tarde demais para amar. Nunca é tarde demais para começar a enxergar o lado bom da vida. 




MATTHEW QUICK era professor na Filadélfia, mas decidiu largar tudo e, depois de conhecer a Amazônia peruana, viajar pela África Meridional e trilhar o caminho até o fundo nevado do Grand Canyon, reviu seus valores e, enfim, passou a dedicar todo seu tempo à escrita.
Ele, então, fez MFA em Creative Writing pelo Goddard College e voltou para a Filadélfia, onde mora com a esposa. Quick é autor de três romances além de O lado bom da vida, que lhe renderam críticas elogiosas e menções honrosas importantes, entre as quais destaca-se a do PEN/Hemingway Award.


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