Crítica: Viagem ao Centro da Terra

“ – É minha.- O que?- A preferência por ela é minha.- Você tem 13 anos- Desculpa, falei primeiro. ” – Sean e Trevor


Direção: Eric Brevig
Roteiro: Jennifer Flackett, Mark Levin, Michael D. Weiss
Séries de filmes: Journey
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção científica
Ano: 2008




“Trevor Anderson (Brendan Fraser) é um cientista cujas teorias não são bem aceitas pela comunidade científica. Decidido a descobrir o que aconteceu com seu irmão Max, que simplesmente desapareceu, ele parte para a Islândia juntamente com seu sobrinho Sean (Josh Hutcherson) e a guia Hannah. Entretanto em meio à expedição eles ficam presos em uma caverna e, na tentativa de deixar o local, alcançam o centro da Terra. Lá eles encontram um exótico e desconhecido mundo perdido. ”


Para nos contextualizar, o filme de Eric Brevig se inicia com alguém fugindo de um dinossauro e pulando de um penhasco, em uma breve passagem de tempo nos é mostrado Trevor, interpretado por Brendan Fraser, um cientista, professor de uma universidade que tenta comprovar a teoria do irmão sobre “tuneis” que levariam ao centro da Terra. Com a ameaça de seu laboratório ser fechado, Trevor tem que cuidar de seu sobrinho Sean, interpretado por Josh Hutcherson, porém Trevor recebe uma caixa da mãe de Sean com alguns pertences de Max, o irmão que havia desaparecido e sido dado como morto, onde um dos livros com algumas anotações podiam comprovar a sua teoria sobre os tuneis.  A partir de então Trevor e Sean embarcam para a Islândia onde aparentemente é a entrada para tais tuneis, encontram uma guia para leva-los pelas montanhas cujo pai também havia desaparecido tentando achar o centro da terra e partem para a procura dos tais locais, é nesse momento em que as coisas começam a dar errado e eles se perdem dentro de uma montanha após um deslizamento dando assim o início de toda a aventura para encontrar uma saída. Durante a procura eles acabam descobrindo o tal paraíso descrito nos livros e nas teorias de Max e descobrindo o que aconteceu com ele. Já se encaminhando para o desfecho, todo o lugar começa a ruir em decorrência a terremotos deixando para os três apenas uma chance de sair de lá.


Eric Brevig demonstra grande apreço pelas obras magnificas do autor do livro em que o filme se baseia, Júlio Verne, já que toda a aventura é em busca da comprovação do “Paraíso Interno” descrito por Verne.  O filme peca em alguns momentos em sua computação gráfica, porém vive dentro dos padrões de sua época, já que foi o primeiro filme filmado inteiramente em 3D. Sua narrativa ao longo do filme é bem desenvolvida contando com a evolução da relação dos personagens entre si, um exemplo é a relação e a aceitação de Sean com as ações do Pai que havia sumido enquanto procurava tal lugar. A obra apresenta as doses de bom humor e de tensão nos momentos certos e aquele leve clichê presente em filmes mais tranquilos, deixando um clima agradável para quem assiste. É um filme perfeito para assistir em família e amigos que gostem de uma aventura com uma dose de ficção.


Escrita por: Ana Flávia Defavari
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Sobre o autor: Ana Flávia Defavari, nascida em 1999, de Santa Bárbara d'Oeste, estudante de Cinema e Audiovisual e aspirante a Fotógrafa.

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