Crítica: Mulher Maravilha

“ - Eu sou Diana, Princes...
- Prince. Diana Prince” - Diana e Steve



Direção: Patty Jenkins
Roteiro: Allan Heinberg
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia
Ano: 2017

“Treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince (Gal Gadot) nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra. ”



Wonder Woman, Mulher Maravilha nos cinemas brasileiros, vem com a proposta de trazer mais representatividade para as super-heroínas nas telas do cinema. Durante todo o filme os momentos de tensão e comédias são bem encaixadas, trazendo a evolução de Diana (Gal Gadot) desde a sua inocência em reação a maldade do mundo até a sua compreensão sobre a Guerra e os humanos. É um filme que retrata a Mitologia Grega, uma das bases da criação da heroína, de forma gloriosa, trazendo também referências a sua série dos anos 70 e aos quadrinhos. Com grandes locações e uma figuração de época, o longa te deixa a par da situação da 1ª Guerra Mundial sem transformar o tom do filme em algo tenebroso. Conta também com lutas muito bem coreografadas e bem colocadas no contexto do filme, ao utilizar da câmera lenta pra tais cenas prende a atenção do espectador te fazendo vibrar a cada inimigo derrubado. Ao contextualizar As Amazonas e seus costumes em contraste a como as mulheres eram tratadas durante a década de 20, abre-se a possibilidade ao debate sobre o discurso feminista que Diana carrega e quão forte uma mulher é.
Mulher Maravilha conta com um roteiro excelente apesar de deixar de lado o desenvolvimento de personagens como Doutora Veneno e General Ludendorff, é compreensível que foquem em Diana pois tem uma maior evolução durante a trama. As computações gráficas usadas durante o filme são de qualidade, porém mais perto do final se tornam um tanto falsas, tornando visível a manipulação da cena.
É um ótimo filme para os amantes de mitologia e pros amantes de uma boa representação de época. 

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Sobre o autor: Ana Flávia Defavari, nascida em 1999, de Santa Bárbara d'Oeste, estudante de Cinema e Audiovisual e aspirante a Fotógrafa.

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